Centro de Estudos de Cabala

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Origem dos Anjos, segundo a Cabala


Os Anjos são nossos Arquétipos?

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A Árvore da Vida é um monograma que contém em si todo
conhecimento da Cabala.
A mesma tem sua origem de cima para baixo, e por isso se torna
diferente da árvore comum,
onde o crescimento se dá de baixo para cima.
Esse procedimento de conter a origem no topo e depois vir
decrescendo até o elemento mais inferior,
está conforme o sistema de “causação descendente”
da Teoria Quântica.


Pela Teoria Quântica, o primeiro elemento, e único, no Universo é a consciência;
dela se originam as partículas e os demais elementos até chegarmos à densidade da matéria.
A consciência é, portanto, o elemento mais sutil, refinado, que existe.

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"No Começo Deus Quis Ver Deus"

De modo semelhante aos procedimentos científicos, a Cabala se conduz em seus estudos para
determinar alguma causa, algum efeito, ou seja, o cientista ao estudar um fenômeno,
ele cria uma teoria, um suposto caminho, pra obter um resultado. Com isso em mãos ele
faz suas experiências de comprovação.
Se os resultados das experiências forem falhos, o cientista modifica sua teoria e faz novas
experiências; e assim, de tentativa em tentativa, o cientista logra, a qualquer momento,
obter uma resposta a sua busca.
Quando isto acontece, e toda vez que a mesma experiência é repetida com os mesmos resultados,
afirma-se então que se tem uma resposta ao fenômeno.

A Cabala, também, tem suas teorias sobre a origem das coisas, as quais lhe permitem iniciar suas buscas.
A teoria básica da Cabala, aquilo sobre o qual ela se assenta para dar os primeiros passos,
o start, o impulso inicial, é que: “NO PRINCÍPIO DEUS QUIS VER DEUS”.
Esta premissa se baseia no Começo, no “antes de tudo” ser criado, havia o caos, o Nada Absoluto.
Um texto Bíblico que nos ajuda a entender este vazio é aquele que diz que: “no começo o Espírito
de Deus pairava sobre a face do Abismo”. O Abismo representa o Nada, a ausência de manifestação,
seja ela de qualquer natureza.
Então, nada havendo de perceptível, e com uma mente/consciência em estado TRANSCEDENTE,
houve o impulso dessa mesma consciência de VER-SE, ou seja tornar-se IMANENTE.

Sabemos que toda criação nossa, tudo aquilo que trazemos à existência, passa primeiro por
um processo de mentalização, de visualização. Não há como criar algo se antes não houver um
pensamento, uma imagem, um roteiro. Primeiro montamos uma idéia, e depois a mesma vem à existência.

Ora, pelo mesmo raciocínio podemos dizer que a Criação do Universo se deu da mesma maneira,
pois havia a mente/consciência que se dispôs a um propósito: o de criar. Para isso é óbvio que
antes houvesse a idéia, o protótipo da coisa a ser criada, ou seja, o próprio pensamento do que ia fazer.

Melhor dizendo: entre o estado transcedente e o estado imanente, entre o existir somente em Si
(transcedência), e o estado de manifestação em demais coisas (imanência), houve um processo de criação mental.

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Arcanjos e Anjos

Isto nos leva aos termos muito conhecidos chamados de ARCANJOS E ANJOS. Sempre nos é ensinado que
Anjos e Arcanjos são espíritos a nos guiar, a nos proteger, como os chamados Anjos de Guarda.
Mas, não. Arcanjos, ou Anjos, são os primeiros pensamentos emanados de Deus,
aquela mente/consciência que vimos acima.
Anjos e Arcanjos são as idéias de Deus para as coisas que viriam a ser criadas,
manifestas, em todo Natureza.
Arcanjos e Anjos são os estados intermediários entre a transcedênca (o existir em Si mesma, o Nada),
e a imanência (manifestação de Si mesma, o Todo).

Nos Arcanjos, que são as energias primárias mais sublimes, estão os projetos, as idéias,
o espírito das coisas, na verdade o projeto de Deus.
Nos Anjos, estão as formas mais densas, porem em sua maioria ainda não perceptíveis pelos
órgãos sensoriais; podemos compará-las aos nossos corpos sutis.

Como é infinito o Universo de possibilidades, a visão que “Deus tem de si Mesmo” se multiplica
a cada momento, infinitamente.
Para poder entender essa multiplicidade de coisas, a Cabala tomou pra si a liberdade de classificar
todo Universo de pensamentos Divinos em apenas 7 categorias
Daí vieram os nomes dos 7 Arcanjos, chamados de Mikhael, Gabriel, Shamael, Rafhael, Zadkiel,
Hanniel e Orifiel, que nada mais significam do que: a Luz de Deus, a Força de Deus, a Justiça de Deus,
a sabedoria de Deus, a abundancia de Deus, o amor de Deus e a preservação de Deus, respectivamente.
Tudo aquilo que alguém busque entender, a qualquer momento, pertence a uma dessas 7 categorias.

Obviamente esses Arquétipos Divinos, gerados na mente/consciência do Criador, no principio de tudo,
se refletem em todas as coisas.
No Ser Humano esses Arquétipos são chamados de “traços da psique humana”, são os impulsos interiores
que temos para a criação, o amor, a justiça, o estudo, etc.
Em resumo, Arcanjo, Arquétipo, impulso Divino, desejos internos, representam o mesmo principio, a mesma idéia.

Estes Arquétipos, estes impulsos, estão presentes em toda criação, porém não se manifestam em toda sua
plenitude em todas as coisas. Mesmo nos seres humanos sua manifestação depende de vários fatores
como conhecimento, vivência, experiência.
Quanto mais amplo o cérebro, quanto mais complexo o corpo físico, quanto maior o leque de experiências,
quanto maior a busca de uma pessoa, quanto mais diversificada é sua visão deste mundo, maior é possibilidade
de manifestação dos atributos de um determinado Arquétipo.
Por outro lado, se o ser humano não responde a essa afinidade com o Arcanjo, se não caminha conforme esse
projeto de Deus, é perfeitamente possível entender uma vida vazia, sem propósitos, sem sentido, conflitante.

O que a Cabala Pessoal objetiva através dos seus ritos, é a conscientização dos propósitos de cada um
dos 7 Arquétipo, ou seja, o que foi que Deus “quis” dizer ao criá-los.
Este entendimento e vivência segundo os caminhos que o Arquétipo propicia, leva a uma vida de mais
harmonia e aproveitamento, livre das amarras e da escravidão mental.

Mas, não são só os ritos de harmonização contidos na Cabala Pessoal que propiciam essa harmonia com os Anjos.
São necessários uma nova postura mental em relação à vida; um caminhar no fluxo nas energias e não contra elas;
uma vida de equilíbrio livre dos exageros que arrastam a mente para os portais escuros;
expressão de valores elevados como o amor às pessoas, animais e à própria criação em si.

O amor solicitado nesses ritos deve ser abrangente como o Amor Divino revelado por Deus na Criação do Universo;
aqui o amor não se revela esfacelado, truncado, pela metade. Ou ele é pleno ou não é, e assim devemos
expressá-lo se queremos resultados com a prática da Cabala Pessoal, a Cabala dos Anjos.

Podemos entender com isto que nosso sofrimento na vida se deve unicamente ao nosso afastamento dos
projetos de Deus (desse mesmo Deus que somos nós), e não às punições, castigos, carmas.
Em outras palavras, se não reorientarmos nossa conduta pessoal, nada podemos esperar deste
ou de qualquer outro trabalho.

A Magia Branca apresentada na Cabala Pessoal pode ser feita por qualquer pessoa que se sinta
em desarmonia em algum aspecto da sua vida.
Não conflita com as religiões pois não se trata de fé, mas de conhecimento,
auto-ajuda, aprimoramento pessoal, harmonia com a Natureza.

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